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MERCENÁRIOS FRACASSAM EM OPERAÇÃO PARA DERRUBAR MADURO

DF MOBILIDADE

A Tentativa de invasão da Venezuela foi liderada por mercenário americano e ex-militar chavista. O líder oposicionista Juan Guaidó foi vinculado ao episódio, mas nega participação


Uma tentativa fracassada de invasão marítima na Venezuela ocorreu entre os dias 3 e 4 maio de 2020 no balneário de Macuto na Guaira, a denominada operação Gedeon. O grupo foi liderado pelo ex-militar americano e atual mercenário de guerra Jordan Goudreau e o ex-militar chavista Cliver Alcalá. Neste vídeo o militar convoca para a luta de libertação da Venezuela. Contudo, o regime de Maduro conseguiu capturar e matar alguns dos participantes da invasão.

O poderoso líder socialista Diosdado Cabello confirmou a morte de ao menos oito dos envolvidos na incursão marítima. Entre eles o desertor das forças venezuelanas Robert Molina, apelidado de “Pantera”. As autoridades venezuelanas apresentaram depoimento de Luke Denman, detido na operação. Ele confirma a liderança do mercenário Goudreau na operação.

Goudreau, que não estava na operação fisicamente, em entrevista por Skype , mostrou a jornalista venezuelana um contrato com assinatura de Juan Guaidó, líder oposicionista venezuelano, e seu estrategista político JJ Rendon. Esse contrato definia os termos da operação e Jordan Goudreau ainda reclama da falta de pagamento por Juan Guiadó.

Guaidó, que é presidente da Assembléia Nacional, nega ter assinado esse contrato, contudo o próprio JJ Rendon confirmou na CNN a assinatura do documento. Dessa forma, a participação do líder venezuelano é bem provável, embora ele busque se desvincular da operação pelos resultados fracassados.

Diversos líderes da ditadura venezuelana acusam participação dos EUA e da Colômbia nessa operação. Seus pares americanos e colombianos negam a acusação. Entretanto, parece pouco provável que uma operação dessa natureza não tenha algum tipo de apoio desses países.

O cientista político Daniel Lara acredita que o ex-militar chavista Clíver Alcalá deve ter atuado como um infiltrado na operação e conclama a que não se confiem nos ex-chavistas, e faz duras críticas a Juan Guaidó por sua inépcia e incompetência. Guiadó já acumula fracassos em operações militares ou semimilitares nos casos da entrega da ajuda humanitária em janeiro de 2019 e no frustrado levantamento de abril do mesmo ano.

Diversos analistas políticos como Daniel Lara, Esteban Hernandez, Jose Colina percebem a liderança como viciada por vínculos com setores esquerdistas de todo tipo. No Brasil, o PT fez nota defendendo o ditador Nicolas Maduro, enquanto não houve comentário oficial do chanceler Ernesto Araújo nem na redes oficiais do Itamaraty, que segue no esforço de repatriação de brasileiros.

Apesar do fracasso da operação pode-se notar uma elevação de tom das variadas forças opositoras existentes na Venezuela. Os esforços de outros militares que morreram lutando pela liberdade devem ser lembrados, como no caso de Oscar Perez em ataque de helicóptero em 2017 e sua morte em janeiro de 2018; assim como Juan Caguaripano, que promoveu um levante militar e hoje está nas masmorras do serviço de inteligência venezuelano (Sebin).
FOTO:R7 - DFMOBILIDADE


FONTE: (BSM)




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