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MORO DEIXA MINISTÉRIO E DÁ FERRAMENTAS PARA OPOSIÇÃO DERRUBAR BOLSONARO


FOTO: INTERNET-DFMOBILIDADE

Sergio Fernando Moro, o juiz que desbaratou o maior esquema de corrupção da história, o ministro que reduziu os índices de todos os crimes no Brasil, transformado em herói nacional e personagem da história contemporânea, anunciou hoje a sua saída do Governo Federal.

Durante os dezesseis meses em que esteve à frente do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, enfrentou inimigos poderosos: as organizações criminosas, a esquerda cleptocrática, os políticos do Congresso envolvidos em corrupção, a grande mídia e o STF. Mas acabou deixando o cargo após um conflito frontal com o presidente da República, a quem acusou de interferir na autonomia da Polícia Federal.

Na ocasião, Sergio Moro citou a preocupação da interferência do Executivo nos trabalhos de investigações e a importância da autonomia das instituições, dentre elas a da Polícia Federal. O ex-ministro também ressaltou que quando assumiu o cargo, o presidente Jair Bolsonaro prometeu carta-branca. "Foi me prometido carta-branca para nomear assessores, inclusive dos órgãos da Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal", no entanto o compromisso não foi cumprido. 

O ex-ministro afirmou que tentou contornar a situação com o presidente, pedindo para que a nomeação do próximo ministro fosse de caráter técnico - o que não foi acatado pelo chefe do Executivo. “O presidente, no entanto passou a insistir na troca do diretor-geral da Polícia Federal. Eu disse que não tive problema nenhum em trocar, mas eu preciso de uma causa”, afirmou Moro. Que complementou dizendo que Valeixo estaria fazendo um bom trabalho. “O que eu vi que é um trabalho bem feito. Várias dessas operações importantes, poderiam ter mais até operações.”

Já em tom de saída, Moro alfinetou o presidente afirmando que mesmo nos governos petistas, em destaque para o governo Dilma, o comando da Polícia Federal se manteve nos momento em que a Lava Jato estava realizando as operações. “Não aconteceu na Lava Jato, a despeito dos governos anteriores”.

Moro também revelou que a saída de Valeixo não foi voluntária, como havia sido divulgada pelo presidente anteriormente, e que e ex-comandante da PF sofria pressões para sair. “Claro que depois de tantas pressões para que saísse ele manifestou a mim que seria melhor ele saísse. Mas isso nunca voluntariamente, mas sim com essa pressão.”

Os atritos entre ex-ministro e o chefe do Executivo não são novos. Em agosto do ano passado, Bolsonaro chegou a aventar uma possível saída do ministro. A decisão, porém, foi revertida pela ala militar do governo, que através do general Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional, convenceu o presidente a recuar da decisão.

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