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IBOVESPA BATE RECORD NO PRIMEIRO PREGÃO DE 2020

FOTO:INTERNET

Ibovespa sobe 2,5% e bate recorde no primeiro pregão de 2020

Data marcada para assinatura de acordo comercial entre China e EUA foi principal pano de fundo para altas pelo mundo todo; na agenda local, isenção de taxas pela B3 foi destaque


Foi só o primeiro pregão do ano, de vários que virão. E, após o fechamento, já virou imagem de retrovisor. Mas, considerando as apostas otimistas da maioria esmagadora das casas de análise para a bolsa brasileira, não deixa de ser um ótimo presságio o Ibovespa estrear 2020 subindo mais de 2% e renovando seu recorde.


Das 68 ações da carteira, uma fechou estável; apenas cinco, em queda; e 62, no azul – e nada menos que 20 delas subiam acima dos 3% no fechamento. Os papéis do Ibovespa movimentaram R$ 14,7 bilhões, acima do giro médio no ano passado, na banda dos R$ 12 bilhões.

O pano de fundo principal para essa estreia triunfal do Ibovespa veio do exterior. Mais precisamente das trincheiras da guerra comercial entre China e Estados Unidos, iniciada nos primórdios de 2018 na base da troca de tarifas de importação. Índices do mundo todo operaram em alta nesta quinta-feira, após ser conhecida a aguardada data para assinatura de uma primeira fase de acordo comercial entre Pequim e Washington. Será no dia 15, na Casa Branca.

Essa data era aguardada desde outubro, quando a trégua foi anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, também diretamente da sede do governo americano. As assinaturas dos dois países haviam sido prometidas para novembro, mas não vieram. Depois de alguns rumores de impasse, em dezembro os dois governos avisaram que, enfim, haviam chegado a um consenso. Faltava, ainda, o anúncio feito agora sobre quando será o aperto de mãos definitivo.

Ou melhor, quase definitivo. Na prática, a guerra comercial ainda segue em curso. Do lado de Pequim, que mantém suas tarifas em vigor, existe o compromisso de retomar neste ano importações massivas de produtos agrícolas americanos. Enquanto isso, o governo americano suspendeu barreiras tarifárias antes previstas para serem erguidas em dezembro, além de abrandar apenas parte de outras já vigentes.

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