BANCADA EVANGÉLICA TRIPLICOU

FOTO:FOLHA DO NORDESTE-INTERNET

Deputado Ronaldo Santini (PTB-RS) que trata da sinalização definitiva de trânsito nas rodovias federais após a realização de obras (PL 1508/19).


A população evangélica no Brasil deve ultrapassar a católica a partir de 2040. O crescimento refletiu-se no Governo e no Congresso Nacional onde triplicou de tamanho a bancada de deputados federais ligados às igrejas. Em 20 anos, os evangélicos passarão de 90 milhões. Embora conhecido como um grupo

Homogêneo, os evangélicos brasileiros e suas lideranças divergem historicamente nos campos ideológicos, políticos e nos negócios.

38% dos parlamentares evangélicos

A bancada evangélica da atual legislatura, que tem 195 dos 513 deputados, equivalente a 38% do total de parlamentares. A atual bancada evangélica é a mais governista dos últimos cinco mandatos presidenciais. 90% dos votos registrados pelos evangélicos foram a favor do governo. Cada vez mais líderes e deputados ligados às igrejas evangélicas ocupam mais espaço nas áreas estratégicas do governo.

Bancada mais governista

A diferença em relação aos governos Lula e Dilma Rousseff, segundo analistas, é que a bancada evangélica acompanhava o nível de governismo da Câmara, sem alterações significativas. A diferença do grau de governismo entre Câmara e evangélicos não passou de 3 pontos nos governos petistas. No governo Jair Bolsonaro, o “governismo” evangélico é 13% maior.

Com essa força toda organizada e turbinada, partidos procuram se aproximar da força evangélica, conservadora e que ocupa esse enorme espaço na política do País.

Reflexo do cotidiano

Para o deputado Ronaldo Santini (PTB/RS), que é católico, esse crescimento evangélico é consequência de uma série de fatores. O governo foi eleito com apoio muito forte da bancada evangélica, apoio declarado nas próprias eleições. Outro ponto, segundo o parlamentar, o crescimento é o reflexo do que acontece no cotidiano. As pessoas estão buscando nas igrejas evangélicas aquilo que não encontram nas demais denominações religiosas. E é natural, segundo o deputado, que isso se reflita também dentro do Congresso Nacional, já que o Parlamento é o espelho do que é representado aí fora.

Aumento da população

Para o congressista, o crescimento da bancada evangélica, tem uma relação muito mais com o aumento da população evangélica do que qualquer outra situação. “Cresceu o número de evangélicos no mundo, cresceu o número de evangélicos no Brasil, naturalmente, cresce o número de evangélicos no congresso como reflexo da sociedade, comenda o congressista.

Na avaliação de Ronaldo Santini, esse crescimento deve continuar. Segundo ele, cada vez mais a igreja vem crescendo, vem ocupando espaço, e quando a gente fala de outras denominações, por exemplo, a igreja católica, fala de uma igreja católica, já na igreja evangélica você fala em mais de 100 variações, cada uma com sua doutrina, com jeitos diferentes, uns mais rígidos outros mais flexíveis”, argumenta.

Habilidade do presidente

Quanto a posição de apoio do governo crescer ou diminuir, vai depender muito mais da habilidade do presidente, frisa o deputado. “O grupo evangélico tem se identificado muito com as causas do presidente: a questão familiar, mais conservadora, mais voltada para os valores. ”

Pastor investe no fiel

Sobre o crescimento evangélico, que em 2040 pode superar a comunidade católica, Santini avalia que “ a igreja evangélica investe na recuperação do fiel. Ela vai atrás, ela busca, quando o cara quer sair ela traz de volta, ela cerca a família. Ela não abre as portas e fica esperando alguém chegar. Na análise do parlamentar, o pastor investe, busca, faz aquilo que a igreja católica fazia no passado e que hoje não faz mais. Segundo o deputado, a filosofia da igreja católica é mais moderada. Por isso, o crescimento evangélico”, concluiu.
Fonte: Edgar Lisboa

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