POR FALTA DE LICITAÇÃO AS AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE DE BOLSONARO SÃO AS MESMAS DE DILMA E TEMER

FOTO:VIIBRA-SENADO

Sabe-se que o próprio presidente da república exigiu agilidade para que um novo edital seja elaborado o mais rapidamente possível.


A informação do Diário Oficial da União desta sexta-feira (23) confirma o que o site Estudos Nacionais anunciou há um mês, sobre a renovação dos contratos com as três principais agências de publicidade dos governos Dilma e Temer, conforme divulgado nesta sexta-feira. As agências Calia Y2 Propaganda e Marketing, PPR – Profissionais de Publicidade Reunidos S. A. e a Artplan Comunicação S/A serão mantidas até 21 de agosto de 2020 ou até que seja feito um novo processo licitatório, período em que ficam responsáveis pela comunicação da Secretaria de Comunicação do Governo (Secom).

Os contratos venceram no último dia 21 de agosto e a renovação foi, portanto, confirmada pelo Diário Oficial.

A Secom é também a responsável pela renovação ou não dos contratos e uma nova licitação não foi criada desde o início da gestão de Jair Bolsonaro. 

No Twitter, o chefe da Secom, Fábio Wajngarten respondeu ao questionamento de internautas dizendo que uma nova licitação já está sendo estudada e colocou-se à disposição para esclarecimentos.

Críticas à Secom

A atuação da Secom vem sendo algo de críticas dentro e fora do Governo. Alguns chegam a afirmar que “a comunicação é o maior problema do governo”.

Nos últimos meses, internautas também foram ao Twitter fazer críticas a atuação da Secom em torno de pautas ‘delicadas’. Entende-se que, como órgão especializado, a atuação da Secom deixa a desejar em sua efetividade, especialmente no que tange ao combate de fake news sobre o Brasil mundo afora, salientou o site Conexão Política.

A onda de críticas ao Brasil por conta das queimadas na Amazônia, ganharam contornos de “crise internacional” que foi facilmente fabricada pela imprensa nacional por meio de uma escalada de notícias que careceram de resposta do Governo.
Quem são as agências e sua relação com a política

Agência que ficarão até que uma nova licitação buque mudanças tem relações polêmicas com o meio político

A Artplan - receberá R$ 132 milhões para fazer a comunicação do governo. As três agências estiveram envolvidas em suspeitas ao longo dos governos anteriores, fruto de supostas fraudes licitatórias, conforme levantamento jornalístico feito por Estudos Nacionais.

Calia Y2

Agência pertence a Gustavo Mouco, irmão de Elsinho Mouco, que foi marqueteiro de Temer enquanto era presidente. A agência esteve envolvida em polêmicas durante o governo Temer, no qual teve um aumento de 82% nos repasses, de acordo com informação do Portal Transparência, na época. De janeiro a agosto de 2017, os pagamentos à agência alcançaram R$ 64 milhões, mais do que em qualquer ano de administração da petista, informou o Antagonista, na época.

Artplan


A Artplan é macaca velha da comunicação governamental (e do noticiário de corrupção). Em 2000, a empresa foi suspeita de favorecimento em licitação em contratos com o governo, tendo recebido aditivos sem especificação e outras irregularidades envolvendo os então proprietários, membros da família Bornhausen, de Santa Catarina. Em 2007, a Artplan aparece novamente como suspeita de ser usada pelo então deputado Raul Jungman para o desvio de verbas por meio de doações nas eleições de 2002.

PPR – Profissionais de Publicidade Reunidos

A terceira agência é a Profissionais de Publicidade Reunidos (PPR), pertencente ao grupo Dentsu Aegis Network, do Reino Unido, que atua em 145 países. A agência PPR, no Brasil, esteve envolvida em fraudes licitatórias no governo do Rio de Janeiro, atendendo a indicações do próprio governador Sérgio Cabra, segundo delação premiada. Segundo dados oficiais da Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro, desde 2008, PPR e Prole faturaram R$ 229,6 milhões com a publicidade do estado, em contratos decorrentes, de acordo com o relato do delator, das licitações fraudulentas.

Com informações do EN

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