PEDROSA QUER MUDAR IMAGEM QUE POPULAÇÃO TEM DOS POLÍTICOS DO DISTRITO FEDERAL

FOTO EDGARD LISBOA

O deputado distrital Eduardo Pedrosa (PTC-DF) disse, em entrevista à Associação de Blogueiros do Distrito Federal (ABBP) que trabalha para mudar a imagem desgastada que a população tem dos políticos do DF que são criticados só por ser políticos. Fez um balanço do que vem fazendo  nestes primeiros sete meses de mandado na Câmara Legislativa destacando sua preocupação com as 687 escolas públicas que funcionam em Brasília. Afirmou que o servidor público é desmotivado citando como exemplo os Hospitais da Cidade onde o servidor não tem condições para atender à população. Destacou um projeto de lei, modelo norte-americano, que obriga a realização de que seja feito um seguro para cada obra que é construída no Distrito Federal para que a empresa responsável cumpra os prazos estabelecidos e a população não saia prejudicada.

O parlamentar citou também projeto de sua autoria que aumentou o valor da multa para pichadores. Acentuou que para pichação em monumentos a multa chega até 100 mil reais. Chamou atenção para o desenvolvimento do turismo em Brasília. Argumenta que o turista vem e precisa ser bem tratado, ter motorista que fale inglês nos taxis e veículos de transporte na cidade. O Mesmo com guias turísticos. Argumentou que, em qualquer parte do mundo é assim.

Questionado sobre a realização de concursos públicos que não chamam os candidatos aprovados, prometeu dedicação para identificar e buscar instrumentos para que os aprovados sejam convocados.
Mão de Obra
Eduardo Pedrosa defende um trabalho intenso na qualificação de mão de obra. Disse que, em São Francisco, no Vale do Silício, a primeira coisa é capacitar o profissional para fazer s coisas andarem. Fazer com que a tecnologia converse e as startups se comuniquem entre si.
As relações com o governador e os parlamentares, num primeiro momento, segundo o deputado Eduardo Pedrosa, foi de pessimismo, depois de mais que pessimismo, um pedido de audiência demorava semanas e até meses. Agora, afirmou o deputado,  “os deputados estão mais perto do governo e o governo concluiu que tem que governar mais próximo dos parlamentares”.


Na opinião de Eduardo Pedrosa, o importante é os deputados ajudarem a construir os projetos. É terem efetiva participação na política de desenvolvimento. “A gente houve desaforo o tempo todo. Elogio também é importante”, acentuou.
Respondeu questões sobre as privatizações, da CAESB, do Metrô entre outras. Os blogueiros questionaram se o Estado tem que continuar com empresas públicas deficitárias ou deveria privatizar. Entre elas, o metrô que fica mais parado, de greve, do que atendendo a população, assinalou Toni Duarte, do Radar. Segundo o parlamentar, tem que ver como o governo vai vender as empresas. Por exemplo, vai vender a CEB que deve 1.2 bilhões de reais. Ela tem valor de mercado de 800 milhões. Só o imposto da venda é mais 200 milhões. Acaba arcando ainda com 600 milhões de dívidas, calculou Eduardo Pedrosa. Como vai ser isso? Para privatizar tem de ser para um serviço bom e com custo melhor. ” Eu sou a favor da privatização”, assinalou Pedrosa.
Ano das Mulheres
O deputado foi questionado sobre a falta de projetos para debater a situação da mulher, na Câmara Legislativa. Ele destacou emendas de sua autoria voltadas para a mulher.
Meritocracia, como controlar?
Os blogueiros cobraram do parlamentar como seria a meritocracia defendida por ele, para a população saber que está sendo feita de forma correta, sem gambiaras, como questionou a repórter Natália Bosco. O deputado disse que seria por pontuação e quando o governo enviar para o legislativo a proposta será discutido o modelo para buscar essa segurança, um modelo ideal.
Para o deputado Eduardo Pedrosa, o maior desafio, até agora, no mandato, “é mostrar para as pessoas o trabalho que a Câmara Legislativa faz. Cada projeto desenvolvido que vai melhorar a vida de alguém, é um ponto a mais no trabalho parlamentar. Existe ainda muita gente distante da Câmara Legislativa. Eu gostaria que, em cada audiência pública, o plenário fique lotado com a participação da população procurando saber, procurando entender as pautas que ela está querendo. ” Citou como exemplo, a situação da água. Enfatizou que gostaria de ver uma Câmara Legislativa com mais credibilidade junto à população.
Edgar Lisboa/Natália Bosco

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