E A GREVE DO METRÔ HEIM?

FOTO:DIVULGAÇÃO
Sob pressão de privatização, concessão ou PPP, os metroviários, amparados pela lei encaram governo e justiça

A greve tem nova rodada de negociação nesta segunda-feira(10) e pela falta de acordo o movimento grevista só deverá acabar após julgamento do dissídio coletivo no decorrer da semana.

Enquanto isso a operação continua limitada em 80% dos trens no horário de pico, ou seja, 17 trens e 06 trens no horário de vale. Já no domingo os trens operacionais, rodando, cai para quatro trens.

O imbróglio jurídico permanece enquanto a população sofre as consequências da morosidade da justiça do trabalho e da intransigência das partes. Fomentada pelas diversas manobras jurídicas dos advogados.

Em um eventual fim do ACT(Acordo Coletivo de Trabalho garantido até 29 de junho através de liminar) os trabalhadores do Metrô-DF perdem  benefícios conquistados em greves ao logo de mais de vinte anos. Entre eles, auxílio-alimentação, auxílio-creche, indenização de transporte e plano de saúde, todavia a Companhia do Metropolitano já entrou com pedido de dissídio coletivo (O dissídio é, portanto, uma forma de solução de conflitos coletivos de trabalho. Por meio dele, o Poder Judiciário resolve o conflito entre os empregadores e os representantes de grupo/categoria dos trabalhadores).

O impasse entre a Companhia e os empregados permanece mesmo após audiência realizada nessa quinta-feira (06/06/2019), com mediação da Justiça do Trabalho penalizando a todos, inclusive os trabalhadores que já tem o ponto cortado desde o início da greve em 02/05.

A categoria reivindica a manutenção de um acordo coletivo de trabalho (ACT) por dois anos. Além disso, os trabalhadores pedem a formalização da jornada de seis horas nos contratos dos pilotos e o pagamento do retroativo referente ao reajuste salarial de 8,4% previsto nos ACTs 2015/2017 e 2017/2019.

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